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Inha Branco


Entrevista a Inha Branco

 Qual foi o teu percurso para chegar até onde estás agora?

Nasci em Macau e vim para Portugal ainda cedo. Em 2008/2009 vivi um ano nos Estados Unidos, onde pude aprender muita coisa e onde comecei a explorar o desenho a sério. Quando voltei para Lisboa, fui estudar para Belas Artes, onde fiz o curso de Design de Comunicação. Depois disso, tive dois anos a trabalhar numa leiloeira de Arteenquanto fazia uma Pós-Graduação em Marketing e Publicidade. Neste momento estou a fazer o Mestrado em Ensino para ser professora no Secundário de História de Arte e Desenho.


Como é que começaste a explorar as tuas expressões criativas?

Tinha 6 anos da primeira vez que desenhei a sério. Lembro-me perfeitamente: estava na minha sala de jantar em Macau e a minha mãe, que sempre foi muito atenta, percebeu que eu poderia ter jeito para o desenho. Pôs-me à cabeceira da mesa da sala de jantar com uma jarra chinesa à frente, deu-me um papel e disse “Agora desenha o que vês”. Esse foi o primeiro passo. Lembro-me disso como se fosse hoje… Acho que o desenho está perdido, acho que ninguém o guardou. A partir daí foi tudo muito natural – a minha mãe inscrevia-me em workshops de desenho ou de pintura em Macau, quando viemos para Portugal, na escola, o desenho, a educação visual eram sempre das minhas melhores disciplinas.

Depois cheguei ao liceu e tive uma professora que me inspira até aos dias de hoje. Foi ela que me abriu a cabeça para o desenho, para o mundo da Arte e que tornou tudo interrelacional, foi ela que me ajudou a tomar a decisão de seguir o curso de Artes na faculdade.  Nos Estados Unidos comecei a desenhar mais cartoons, sobretudo políticos. 


Qual foi a tua inspiração para este trabalho? Como foi o teu processo criativo?

Para mim, a temática das flores foi algo óbvio, uma vez que é raro para mim ter a possibilidade de trabalhar com este tema.  Comecei de imediato a trabalhar com aguadas e algumas composições e ver do que é que gostava. Normalmente, quando faço ilustrações para histórias, caio sempre muito nos tons pastel. Achei que para uma peça de roupa precisava de cores vivas, então inspirei-me numa cena da "Alice no País das Marvilhas", que se chama “Golden Afternoon” – que é uma cena em que a Alice está perdida no meio de flores, com cores muito fortes e vibrantes. Vi a cena enquanto pintava e ouvi esse soundtrack todo. 

 

Peça Monarte "Golden Afternoon"

 

A cena “Golden Afternoon”, do filme “Alice no País das Maravilhas”, inspirou a artista a criar esta aguarela de flores coloridas. Elas fazem-te sentir sempre na Primavera, mesmo que o tempo lá fora não corresponda a esta boa energia.  


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