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Maísa Champalimaud


Entrevista a Maísa Champalimaud

 

 

1. Qual foi o teu percurso para chegar até onde estás agora?

Ao olhar para o passado, não tenho qualquer recordação de não estar a fazer algo relacionado com as artes: seja teatro, mascarar-me, pintar. Nessa altura também sonhava com ser pianista. Tinha uma certeza: a minha vida estaria definitivamente ligada às artes. Mais tarde, pela adolescência, ainda insegura com o que queria ser – sobretudo porque a minha família achava que pintar era apenas um hobby – conheci um mestre de pintura em Cascais e passei a ter aulas com ele. Este foi o divisor de águas da minha vida – pessoal e profissional. A partir daí tive a certeza do que queria fazer para o resto da minha vida. Orientada por ele, senti-me preparada para frequentar a Faculdade de Belas Artes e, desde então, partilhei atelier com diversos amigos artistas. Todo este percurso foi essencial para que hoje eu fosse capaz de gerir um atelier sozinha.

2.  Como é que exploras as tuas expressões criativas?

As minhas pinturas são o reflexo de tudo o que vejo, sinto, viajo, penso... de todas as experiências que fazem de mim quem sou, experiências que, traço a traço, e pincelada a pincelada, desenham e compõem a minha vida. Adoro viajar e tudo que está à minha volta influencia sempre o meu dia a dia. Todas as coisas, desde os sonhos que tenho de que me recordo frequentemente, até às pessoas com o quem me relaciono. Inspiro-me sobretudo no estado de espírito em que me encontro e também no que vejo, ouço e sinto, tanto nas viagens, quanto nos artistas que me rodeiam. Todas as peças de uma mesma história que passo a contar através da pintura.


3.  Qual foi a tua inspiração para este trabalho? Como foi o teu processo criativo?

O processo criativo para este trabalho refletiu a minha vivência no Brasil quando criança. Em 2017 fui desafiada a realizar uma exposição com diferentes peças tropicais que evocassem minhas raízes luso-brasileiras. Ainda imersa nestas memórias e lembranças de infância, continuei a criar outras obras com a mesma inspiração.

 

                               

 

"Tropical Memories"

Já dizia o poeta: a Arte imita a vida. Neste caso: a vida insipirou a Arte. A infância Brasileria de Maísa serviu como inspiração tropical para esta criação dinâmica e colorida. A forma como a sua mente de criança guardou essas memórias traduziu-se numa obra abstrata que tem a virtude de melhorar o dia de qualquer pessoa.

                                                             

                                                       


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