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Maria Imaginário


Entrevista a Maria Imaginário

 

 

 Qual foi o teu percurso até agora?

Não sou dessas pessoas que tem a história cliché acerca de sempre ter sido boa a desenhar desde criança. Acho que nem agora sou boa a desenhar. Aliás, a parte mais difícil do meu trabalho é exatamente essa: desenhar. Depois de desenhar, quando estou a pintar…Aí estou no céu. Acho que sempre me senti à vontade com o mundo criativo, mas o que me fascina realmente, o que me dá pica são as cores. As diferentes tonalidades e ser capaz de moldá-las, brincar com elas, espalhá-las… As infinitas possibilidades para criar as cores que quiser. Isso sempre foi incrível para mim.

Tive sempre boas notas nas artes plásticas/visuais, mas nunca me vi como uma possível artista. Tinha aqueles sonhos de criança: queria ser bailarina, queria ser florista, queria ter uma quinta com vaquinhas.

Depois do secundário, os resultados psicotécnicos diziam para escolher artes, mas eu não conseguia bem compreender como poderia ser possível, por isso decidi escolher humanidades e línguas. Claro que isto foi um erro. Quando me apercebi do erro, decidi ir para artes.

Estudei Ilustração e Banda Desenhada na ArCo, e aos poucos comecei a ganhar reconhecimento e algum trabalho comercial. Neste momento já tenho trabalho de autor. Se me procuram é porque me querem a mim, à “Maria Imaginário”, e não a uma mera executante sem identidade.


Tens algum tipo de estrutura no teu processo criativo? Como é que desenvolves o trabalho?

O mito romântico de que o artista ou qualquer pessoa criativa é perturbada, a viver com os seus pensamentos, melancólico – não é real. Acho que é importante dizer que o processo criativo inclui outras pessoas. Eu tento trabalhar perto de outras pessoas e peço-lhes opinião regularmente.

Mas acima de tudo, o processo criativo é trabalhoso. É passar horas a olhar para uma folha em branco, a pensar. Às vezes isso acontece-me – fico pelo menos uma hora a olhar para uma folha.

Para mim, é mais uma questão de como é que vou materializar qualquer coisa. As ideias estão sempre cá, porque vêm da minha vida, são uma expressão dos meus pensamentos e sentimentos acerca das minhas experiências de vida.

O que te fez aceitar o convite para trabalhar com a Monarte?

Decidi trabalhar com uma marca de moda – que é uma coisa a que normalmente não me associo – porque penso que a Monarte tem imenso potencial para crescer em Portugal. Acho que é mesmo importante ter marcas que apostem em artistas Portugueses e que sejam “outside of the box”, em vez de serem mais do mesmo.

 

 

 

Peça Monarte: "Spread Love"

 

O coração, a figura mais presente nas peças de Maria Imaginário, simboliza um dos sentimentos mais puros e sinceros: o amor. Ao representar o coração de uma forma alegree romântica, a artista pretende, deste modo, espalhar o amor e a felicidade por onde este passa. 

 


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